Trombofilias - Quando o sangue tem maior tendência a formar coágulos
As trombofilias são condições hereditárias ou adquiridas que aumentam o risco de formação de trombos (coágulos sanguíneos). Esses coágulos podem surgir nas pernas, pulmões ou outras regiões do corpo, causando eventos como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar.
Nem sempre os sintomas aparecem de forma evidente, por isso a investigação adequada é fundamental, especialmente em pessoas com histórico familiar, tromboses repetidas ou episódios em idade jovem.
As trombofilias não são apenas alterações laboratoriais: elas têm impacto direto na saúde vascular, nas gestações e na qualidade de vida. Com acompanhamento especializado, é possível reduzir riscos e viver de forma segura.
O que causa as Trombofilias?
Trombofilias hereditárias
Nesses casos, os linfonodos costumam ser doloridos, móveis e melhoram em poucos dias ou semanas.
- Mutação do Fator V de Leiden
- Mutação da Protrombina (G20210A)
- Deficiência de Proteína C
- Deficiência de Proteína S
- Deficiência de Antitrombina
Essas alterações podem permanecer silenciosas até serem desencadeadas por fatores externos, como cirurgias, gravidez, imobilização prolongada, tabagismo ou uso de anticoncepcionais.
Trombofilias adquiridas
Desenvolvem-se ao longo da vida e podem surgir devido a:
- Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF)
- Doenças autoimunes
- Câncer
- Uso prolongado de hormônios ou certas medicações
- Períodos pós-cirúrgicos ou pós-internações
Sintomas e sinais de alerta
As trombofilias nem sempre causam sintomas até ocorrer um evento trombótico. Os principais sinais incluem:
Trombose venosa profunda (TVP)
- Dor ou peso em uma das pernas
- Inchaço (geralmente unilateral)
- Vermelhidão ou calor local
Embolia pulmonar
- Falta de ar súbita
- Dor no peito ao respirar
- Tosse, às vezes com sangue
- Tontura ou sensação de desmaio
Nas gestantes
- Abortos de repetição
- Complicações como pré-eclâmpsia ou restrição de crescimento fetal
Diante de qualquer um desses sinais, a avaliação imediata é essencial.
Como é feito o diagnóstico?
A investigação é individualizada, considerando histórico pessoal, familiar e o contexto do evento.
Os exames podem incluir:
- Painel de trombofilias hereditárias
- Proteína C, Proteína S e Antitrombina
- Pesquisa das mutações Fator V Leiden e Protrombina
- Testes para Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (anticardiolipina, anticoagulante lúpico, anti-beta2-glicoproteína)
- Hemograma e avaliação geral da coagulação
Alguns exames só devem ser feitos fora das fases agudas ou quando o paciente não está usando anticoagulantes, para garantir maior precisão.
Tratamento
O tratamento depende do tipo de trombofilia e da presença (ou não) de eventos trombóticos.
Anticoagulação
É a base terapêutica nos casos com trombose confirmada, podendo incluir:
- Anticoagulantes orais diretos
- Varfarina
- Heparinas
A escolha é individualizada, especialmente em gestantes e em pacientes com SAF.
Em gestantes
Podem ser necessários:
- Heparina de baixo peso molecular
- Acompanhamento conjunto com obstetrícia
- Monitoramento frequente. O tratamento reduz significativamente riscos de perda gestacional e complicações obstétricas.
Medidas gerais importantes
- Suspender tabagismo
- Evitar uso de anticoncepcionais hormonais estrogênicos
- Mobilização precoce após cirurgias
- Controle de peso, diabetes e hipertensão
- Avaliação individual de riscos antes de viagens longas
Prognóstico
Com diagnóstico correto e manejo adequado, pessoas com trombofilias podem ter vida normal, trabalhar, treinar, viajar e no caso das mulheres levar gestações saudáveis até o fim.
O mais importante é identificar a condição e acompanhar com regularidade para ajustar o tratamento conforme cada fase da vida.
Perguntas frequentes
Reunimos abaixo algumas das dúvidas mais comuns dos pacientes sobre este tema.
As respostas foram elaboradas de forma clara e objetiva para ajudar você a entender melhor o funcionamento da doença, seus sintomas e os cuidados necessários.
Lembre-se: cada caso é único. As informações aqui têm caráter educativo e não substituem uma avaliação individualizada com um especialista.
Toda trombofilia precisa de tratamento contínuo?
Não. Muitas trombofilias hereditárias só exigem cuidados em situações de risco. O tratamento contínuo é necessário em casos específicos.
Posso usar anticoncepcional se tenho trombofilia?
Anticoncepcionais combinados (com estrogênio) são contraindicados. O hematologista pode orientar opções mais seguras.
Trombofilia causa aborto?
Algumas trombofilias, especialmente a SAF, podem causar perdas gestacionais. Com tratamento, as chances de uma gestação saudável aumentam significativamente.
Trombofilias têm cura?
As hereditárias não têm cura, mas são controláveis. As adquiridas podem melhorar ou desaparecer dependendo da causa.
O exame de trombofilia é obrigatório após uma trombose?
Não. Ele é indicado conforme idade, histórico familiar, tipo de trombose e fatores associados.