Plaquetas Baixas ou Altas: entenda o que significam e quando investigar
As plaquetas são células fundamentais no processo de coagulação do sangue ou seja, ajudam a estancar sangramentos e proteger o organismo contra hemorragias.
Quando estão baixas (plaquetopenia) ou altas (plaquetose ou trombocitose), podem indicar alterações importantes que precisam ser avaliadas por um hematologista.
Tanto o excesso quanto a falta de plaquetas podem ser sinais de condições simples ou de doenças mais complexas. Por isso, interpretar corretamente o hemograma é essencial para um diagnóstico seguro e um tratamento eficaz.
O que significa ter plaquetas baixas?
A plaquetose ou trombocitose ocorre quando as plaquetas estão acima do valor normal (geralmente > 450.000/mm³). Pode parecer algo “bom”, mas níveis elevados aumentam o risco de tromboses e precisam ser investigados.
Causas mais comuns de plaquetas altas
- Reação a infecções, inflamações ou cirurgias
- Falta de ferro (anemia ferropriva)
- Pós-cirurgia do baço (esplenectomia)
- Doenças mieloproliferativas, como Trombocitemia Essencial
- Recuperação após sangramentos
Nem toda plaquetose é perigosa, mas algumas formas exigem tratamento específico para reduzir riscos.
Sintomas mais comuns
Plaquetas baixas
- Sangramentos nas gengivas ou nariz
- Manchas roxas (equimoses) sem motivo aparente
- Pontinhos vermelhos na pele (petéquias)
- Menstruação intensa
- Sangramentos prolongados após pequenos cortes
Plaquetas altas
- Dores de cabeça
- Formigamentos
- Tontura
- Risco aumentado de trombose
- Em casos raros, sangramentos paradoxais
Muitas pessoas, porém, não apresentam sintomas descobrem a alteração apenas com o hemograma.
Diagnóstico: como investigar plaquetas alteradas
O hematologista irá avaliar:
- Hemograma completo
- Esfregaço de sangue (para analisar a forma das plaquetas)
- Exames de coagulação
- Testes imunológicos (quando há suspeita de PTI)
- Ferritina e ferro sérico
- Exames de inflamação
- Avaliação do baço por imagem
- Mielograma/biópsia de medula óssea (quando necessário)
- Testes genéticos (JAK2, CALR, MPL) em caso de suspeita de doenças mieloproliferativas
A investigação cuidadosa é essencial para diferenciar condições benignas de doenças que exigem tratamento específico.
Tratamento das plaquetas baixas ou altas
O tratamento depende da causa encontrada:
Plaquetas baixas
- Corticoides ou imunossupressores (como na PTI)
- Tratamento de infecções
- Reposição de vitaminas
- Medicações que estimulam a medula óssea
- Transfusões de plaquetas em casos graves
- Tratamento das doenças de base
- Transplante de medula óssea em situações específicas
Plaquetas altas
- Tratamento da causa reacional (infecções, ferro, inflamação)
- Aspirina em baixa dose (quando indicada)
- Medicamentos para reduzir plaquetas (hidroxiureia, interferon) em casos de trombocitemia essencial
- Controle de fatores cardiovasculares
Cada caso é individualizado e avaliado com segurança pelo médico hematologista.
Prognóstico
A evolução depende da causa da alteração:
- Plaquetoses e plaquetopenias reacionais geralmente têm excelente prognóstico.
- Doenças autoimunes, como a PTI, costumam responder bem ao tratamento.
- Doenças mieloproliferativas e alterações da medula óssea exigem acompanhamento contínuo, mas há terapias eficazes disponíveis.
Com manejo adequado, a maioria dos pacientes leva uma vida normal.
Perguntas frequentes
Reunimos abaixo algumas das dúvidas mais comuns dos pacientes sobre este tema.
As respostas foram elaboradas de forma clara e objetiva para ajudar você a entender melhor o funcionamento da doença, seus sintomas e os cuidados necessários.
Lembre-se: cada caso é único. As informações aqui têm caráter educativo e não substituem uma avaliação individualizada com um especialista.
Stress ou ansiedade podem alterar plaquetas?
Em geral, não. Alterações significativas precisam ser investigadas.
Posso ter plaquetas muito altas e não sentir nada?
Sim. Muitas trombocitoses são silenciosas e descobertas apenas em exames.
Plaquetas baixas sempre indicam PTI?
Não. Existem diversas causas possíveis — o diagnóstico deve ser feito por exclusão e avaliação completa.
Plaquetas baixas são sempre perigosas?
Depende do nível. Abaixo de 50.000/mm³ aumenta o risco de sangramento; abaixo de 20.000/mm³ o risco é maior e deve-se monitorar de perto.
Quando preciso procurar um hematologista?
Sempre que o hemograma mostrar plaquetas alteradas, seja para mais ou para menos, ou quando houver sintomas de sangramento ou trombose.